Ultimamente eu ando bem egocêntrica, não que eu seja de fato (ou sou, sei lá), mas é que eu não vejo graça alguma escrever coisas que não passaram por mim, escrever sobre assuntos que eu não tenha vivido ou sentido. Eu não sei nada além de tudo aquilo que um dia eu aprendi.
Enfim, cá estou eu em meu ‘novo’, que não é tão novo assim, quarto. Em uma ‘nova’ casa, que digamos novamente que não é tão nova assim. Acabei de desligar o celular, estava conversando com o meu namorado, estava contando o dia para ele e o quanto eu acho engraçado meu pai tentando contar piadas, tava falando o quanto o meu ‘super’ trabalho me cansa, e o quanto eu estou com saudade. E logo que desliguei, percebi o quanto esta vida é engraçada, e como aquelas frases de ‘efeito’, que para mim não tem efeito nenhum, ou aquelas frases ‘clichês’, tem sentido verdadeiro. Neste momento, nesta hora, cabe a mim a frase ‘A vida dá voltas’. E como dá ! É incrível como 365 dias, ou aproximadamente 120 dias, 8 semanas ou melhor 4 meses podem mudar o rumo de toda uma vida.
Se você me perguntasse a mais ou menos quatro meses atrás o que é(ra) amor para mim, eu negaria bateria o pé, como a minha irmã faz quando quer ‘chiqueti’ que este eu jamais havia sentido, que a única pessoa que eu já havia sentido alguma coisa havia me magoado, e que amor não há magoas, amor é uma coisa perfeita, onde os erros não tem vez, onde ninguém é machucado, onde lagrimas não tem espaço. Aliás, qual mulher não pensou assim na vida? Pelo menos uma vez já, e ainda mesmo assim sonham com os seus tão sonhados Edward, Romeu, ou qualquer outro príncipe encantado de história que não existem, ou seja, eles também não.
E hoje, depois de uma conversa rápida, de aproximadamente 10 min com o meu ‘Edward’. Quando desliguei o celular, percebi que o amor não é assim. Eu tenho uma história de ‘amor’, que já vem durando aproximadamente quatro anos. E quem não a conhece inteira estaria me chamando de louca, que eu não sei o que eu estou fazendo, que preciso de uma ajuda de um ‘profissional’, como diz meu pai. Calma, calma, caaalma, eu não irei contá-la. Não desta vez.
Mas estes quatro anos e três meses eu apenas aprendi que amor é o mais (im)perfeito dos sentimentos, este é irracional e ao mesmo tempo racional, onde os erros tem sua vez e ainda mais tem sua importância em todo o momento onde se está ‘amando’.
Aprendi que amar não é querer mudar, mas sim começar a se aceitar e aceitar o próximo cada qual com os teus defeitos e qualidade, com suas verdades. Aprendi que todas as lagrimas, por mais pequenas que ela sejam tem toda a importância do mundo, é nestas pequenas gotas de água salgada que a alma lava tudo, é com elas que conseguimos seguir em frete. Não há coisa melhor no mundo do que chorar, pelo menos em mim me dá forças e sigo em frente. Mas voltando ao sentimento que é sempre muito questionado, e sempre discutido por uma roda de amigos bêbados, mesmo que eu tenha apenas dezoito anos, mesmo que eu ainda vá aprender e errar muito nesta vida. Eu sei o que eu aprendi, e eu aprendi a amar. Mesmo que eu tenha demorado estes quatros anos, mesmo que neste longo período eu tenha sofrido, chorado, e fui feliz, e com certeza fiz alguém feliz, eu aprendi. E por incrível que seja eu fico muito agradecida por ter aprendido. Sem saber amar, eu jamais me aceitaria com todos estes defeitos, e se algum dia meu relacionamento de fato acabar ( e se Deus quiser jamais irá acabar ), e eu novamente for me envolver, eu erraria sempre. Estaria cometendo eles para o resto da vida, até eu abrir meus e perceber que ninguém irá aparecer na minha janela com um cavalo branco, ainda mais que estaria contra a lei da gravidade. E mesmo que eu também sonhe, nenhum vampiro perfeito estaria aqui para me proteger de perigos sobrenaturais e histórias folclóricas. E ainda mais um Romeu que morreria se visse eu em ‘coma’...
Eu jamais vou querer qualquer um desses para mim, que graça teria se tivesse um homem perfeito ao meu lado, e não aquele que brigue comigo porque eu comi demais, ou aquele que acorde com a cara toda inchada, que graça teria ter homens sem defeitos?
Eu jamais imaginei, e nem quero imaginar. O meu homem é (im)perfeito. Com todos aqueles defeitos e qualidades, e mesmo que não acredite foi a soma destes que eu me apaixonei, amei, e ainda amo...
E mesmo que a frase ‘o pra sempre, sempre acaba’ seja verdadeira, eu jamais irei esquecer. Que amar é aceitar, respeitar, ser egoísta e querer a pessoa e a atenção dela somente para você, que o encaixe perfeito não existe, mas existe a forma mais próxima e fácil de nos unir e com o tempo ajeitar de tal forma que se encaixe perfeitamente. Amar tem tantas formas/tamanhos. Que mesmo que eu queria escrever sobre isso, eu sei que o que eu aprendi não foi nem metade do que eu irei aprender agora...
E já é melhor eu continuar aqui com a minha imaginação solta, e lembrando de como é bom sentir saudade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário